sexta-feira, janeiro 30, 2009

Semana das amigas

Minhas amigas adivinharam que TPM pega forte, que o limão bate e hormônio surta e me encheram de alegrias. Para muitos podem parecer bobagens, mas são as típicas coisas simples que eu preciso pra ser feliz.

Tati e Angela nem precisaria falar. Duas alminhas abençoadas com um canal de luz sobre as cabeças. Quando morrerem, irão para direto pro céu por em aturarem quase todo dia ao vivo E pelo msn. Um achado essas duas!

Pri agora além de psicóloga e paciente, mãe e filha, mestre e aprendiz, também será minha sócia. Aproveitamos nossas longas conversas no msn e bolamos um blog. www.papodecoxia.blogspot.com Espero que vocês prestigiem e se divirtam.

Nega me diverte até por celular. carente de Nega, faz uma falta inacreditável! Mas mesmo láááááá na praia ela arruma um tempo e me faz chorar de tanto rir, falando a língua do pessoal da novela das 8.

Marina surgiu no meu msn e, apesar de conversarmos por pouquíssimo tempo, já deu pra matar um pouquinho da saudade. Às vezes esqueço como temos coisas em comum, ente elas não gostar de praia e ser eternamente branca. Consequentemente, notícias da Duda, que me deixou muito feliz em saber que gostaria de ser minha aluna. Seria muita sorte dar aula pra uma menina inteligente como ela.

Márcia bolou comigo planos infalíveis (tipo: Cebolinha e Cascão), já temos um projeto pra trabalhar com os alunos e passou horas enchendo minha cabeça de filosofia. Coisa boa!! Entre Platão, Pessoa e imagens dionisíacas, conseguimos ainda falar bobagem e rir.

Só faltou a Chica, mas essa tá sempre no coração, logo: nunca falta.

Um excesso de mulher!!!! Pfui!! Mas como são todas inteligentes, amadas e especiais, eu aguento!!!


terça-feira, janeiro 27, 2009

Fome


Já não sinto fome a alguns dias. Pelo menos não nos horários da minha rotina letiva. Agora a minha barriga ronca no fim da tarde e no começo do dia (Que hora o dia começa? Quando o sol nasce ou quando vira a meia noite?). Mesmo passando o dia na frente do computador, da TV ou de um livro, a tentação de beliscar doces ou salgadinhos de isopor não me vence.
Tenho a impressão que a minha fome elevou-se em alguns graus. Tenho fome de ler, de olhar, de cheirar, de gente, de toque, de ouvir, de saber, de compreender, de inventar. Por algum motivo que ainda não entendo, minha fome de falar, até então insaciável, está sumindo. Falo muito, ao vivo ou pelo MSN continuo enchendo de palavras e sons os olhos e ouvidos das pessoas. No entanto, percebi que não falo nada.
Não adiciono, não instigo, não revolto, não inspiro, não faço refletir, não inovo, não desafio. E aí está o meu problema: o desafio. No momento me sinto desafiada em duas coisas, mas não consegui reagir a nenhuma delas. Meu espírito (?) sente uma fome descontrolada, em busca de tudo que realmente importa e que ainda não absorvi. Meu corpo está enfastiado, cansado das mesmas coisas, do mesmo raso.
Sou desafiada e minha mente não elabora nada. Não quero aceitar o fato de que não sou um ser que cria, mas é o que está me parecendo. Tenho a impressão que apenas modifico. Sinto fome de inspiração, de mais desafios e, principalmente, de impulso. Sou uma mola cansada, já não me sinto mais forte o suficiente pra impulsionar grandes saltos (Seriam os meus joelhos o problema?). Talvez tenha chegado num egoísmo tal que preciso de alguém para me empurrar.
Que vergonha!
Não deveria precisar de ninguém, mas não sei se é a hora, o vazio, a sensação de ser burra ou a solidão, mas alguém dentro de mim está muito decepcionado. Pra que servem as coisas que eu sei? Pra me enfastiarem de mesmices, cegando meu apetite para o que realmente importa.

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Olhos


Gosto quando as pessoas falam sobre meus olhos. Disputando lugar com minha boca grande, meus olhos podem parecer dois buracos negros que desembocam direto no meu coração. Acho que eles dizem muito sobre mim, às vezes até de mais. Mas o que eu mais gosto é que com eles posso ver os olhos dos outros.

Desde sempre penso que quem tem olhos azuis ou verdes vê as coisas de um jeito diferente. Como se as imagens fossem mais claras, mais nítidas. Acho que penso assim porque os olhos verdes de minha mãe nunca suportam o sol tanto quanto os meus. No menor raio de sol, ela esconde seus olhos atrás de um óculos escuro. Olhos verdes que tanto invejo por não ter herdado.

Apesar disso, os olhos que mais me envolvem não são os olhos claros, mas sim os mais comuns. Castanhos existem aos montes, mas o que me pega não é a cor, mas sim o formato. Será que existem olhos mais famosos do que os de Capitu descritos por Machado de Assis? "Olhos oblíquos, olhos de ressaca". Quem dera ter olhos de ressaca, costumo dizer que tenho olhos de quem está de ressaca. Não conheço ninguém com olhos de ressaca, mas os oblíquos... aaahhhh, esses são irresistíveis.

Os oblíquos não são como os meus, são menores. Feito elipses decorando os rostos, os olhos oblíquos têm o poder de enganar. De longe se mostram de um jeito: seguros, maduros, independentes. De perto expressam antíteses completas. Olhos oblíquos são a antítese dos meus. Enquanto os meus iluminam cada sentimento que surge dentro de mim, os oblíquos envolvem tudo com uma névoa misteriosa e, por isso, sedutora. Enquanto os meus reagem sinceramente a cada estímulo dado, os oblíquos piscam, disfarçam, olhando firme pra frente, pra longe.

Meus olhos são mais agitados do que eu. Observam tudo e, às vezes, percebem até o que eu não quero. Mas em alguns momentos essa percepção some e eles se tornam tão bobinhos! E sendo bobinhos se acham espertos para caminhar na névoa misteriosa e, por isso, sedutora. E caminhando na névoa, chamam a atenção por iluminarem a única coisa por ali visível: meu coração.

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Formatura Olindo

Demorou, mas finalmente aqui estão algumas fotos dos meus amores. Não de todos, até porque tirei só 115 fotos. Olho pra eles e tenho certeza de que o mundo tem esperança e que cada um deles tem um futuro genial pela frente.

Camila e Ju

Suelen, Morgana, Paulo e Jessica.

Marcio, Jessica, Gisele e Alisson.
Luisa, Luana e Suelen.

Samantinha e Daniele.

João, Alex e Jackson.

Leo, Luis, Cristian e Dierles.

Diego, Jociara, Amanda e Jessica.

Dani, Camila e Bruninha.




sexta-feira, janeiro 16, 2009

Verde quase incolor


Acho que sou verde. Por dentro e por fora sou verde, não se enganem com o branco da minha pele ou com o vermelho do meu rosto, sou verde. Pra muitas, pra todas as coisas me sinto verde. E vocês devem estar pensando: "Tá velha pra isso, minha filha".

Mas sou verde pra vida. Pra escutar, pra falar, pra ler, pra escrever, pra entender. Falo muito, mais do que escuto, prova da minha cor em questão. Sinto falta de pensar, de olhar pra dentro de mim e encontrar todas as outras cores. Verde ingenuidade, elas não estão dentro de mim. Elas estão lá aonde eu tenho medo de ir.

Surpreendentemente me arrisco, tento chegar até, pelo menos, uma delas. Verde medo. Ele me faz perceber que não sei e não estou pronta pra ser pintada de outra cor. Alguém quer tentar me convencer? Verde vulnerabilidade. Às vezes só preciso ouvir um elogio. Que cor isso tem? Verde! Eu deveria me bastar.

No entanto não me basto. Pelo contrário, vou me esvaindo. Pra aonde? Pra onde quiserem, pra onde mandarem. Aí fico incolor como água. Aquela que corre da torneira e escorre infinitamente. Enquanto me desperdiço (?), meu verde desbota e minha camuflagem se rende e, tornando-me incolor, me abro, me exponho, me espalho.

Até o dia em que alguma coisa surgir embaixo dessa torneira e me acolher, me segurar, me conter. De onde vem isso? De mim mesma? Ou só surgirá quando eu perder o medo de ir? Não sei responder, sou muito verde pra saber. E voltamos pro verde início de um verde ciclo de um verde coração que sonha em se tornar um arco-íris.

sábado, janeiro 10, 2009

Dor no coração


Como ser egoísta e ainda assumir isso? Dizendo: "Não quero que meus alunos se formem hoje!!!" Dramática, chorona e orgulhosa. Assim estou eu hoje, esperando anciosamente a hora da formatura. Meus amores estão indo embora, mas eu sei que isso é o bom. Eles estão indo embora porque estão crescendo e se tornando adultos. Feliz por ve-los vencerem essa etapa, triste por ficar longe. Que sejam livres pra escolher um futuro maravilhoso e corajosos para se tornarem vencedores na vida. Abaixo meu discurso meloso, mas do fundo do meu coração.
"Há exatos 10 anos atrás eu estava me formando no terceiro ano. Nossa, que dia!! Passada aos 46 do segundo tempo era quase um milagre eu estar ali. Acredito que muitos aqui sabem do que eu to falando. Inesquecível a felicidade de terminar aquela etapa e o medo de encarar o que estava por vir. Desde os 14 anos eu sabia o que queria ser, mas quando chegou a hora de ser, deu medo.
Há exatos cinco anos atrás eu estava me formando na faculdade. Dessa vez com méritos, eu realmente amava o que tinha escolhido. Mas o medo apareceu de novo: agora o mundo realmente me esperava.
Peço perdão àqueles que esperam um discurso politicamente consciente, citando lutas, conquistas e esperanças de quem estuda e trabalha em colégio estadual. Perdão, sei a importância de tudo isso, mas hoje quem está se formando são os meus amores. Meus protegidos que admirei, babei, vi crescerem e se tornarem pessoas melhores. É sobre vocês que eu quero falar.
Quantas loucuras dividimos, mais minhas do que de vocês. Em três anos colecionamos e dividimos histórias, problemas, medos e descobertas. E quem será que ensinou mais? Eu ou vocês? Não sei responder. Quem será que aprendeu mais? Acho que fui eu.
Aprendi a amá-los indiferente dos nossos humores, gênios e crenças. Aprendi a compreendê-los e perceber que às vezes a literatura pode esperar e dar lugar pra uma boa conversa, um bom conselho ou boas risadas. Aprendi que se amadurece de um trimestre pra outro. Aprendi a reconhecer entre 30 pessoas aquela que só tava precisando de um abraço.
Mas o que será que ensinei? Procuro dentro de mim a resposta e a que encontro é: “espero que eu tenha ensinado a amar”. Amem cada momento da vida de vocês. Percebam que tudo que acontece tem um porquê e o seu valor. Amem o que vocês farão daqui por diante, é assim que a gente se sente feliz. Durante três anos me senti feliz por dividir minhas manhãs com vocês e por vocês confiarem em mim e dividirem um pouco (alguns muito) da vida de vocês.
Sou professora pra isso. Não só pra ensinar, mas pra ser feliz, fazer meus alunos felizes e mostrar que não interessa o que a gente faça, porque quando é feito com amor sempre vai ser o melhor. Se ainda dá tempo de ensinar uma última coisinha, aí está ela: lutem e vençam vocês são pessoas que merecem que o mundo aplauda vocês".

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Hoje eu precisava ensaiar o Hair


Hoje eu precisava ensaiar o Hair. Poucas pessoas entendem o que isso significa e é engraçada a existência desse código. Engraçada a construção desse simbolismo dentro das alunas e ex-alunas do Ballet Sinos.

O ballet é o ninho, a fonte, de todas as maluquices que um grupo de mulheres pode inventar. Gírias, vocabulário específico, piadas, metáforas... Nós do ballet temos quase um dialeto e, dentro dele, conseguimos até expressar alguns sentimentos.

Isadora Duncan disse "Se eu pudesse dizer o que as coisas significam não teria necessidade de dança-las". Apesar da tagarelice, concordamos com ela. Por isso que tem vezes que a única maneira de explicar o que sentimos é dizendo "Hoje eu precisava ensaiar o Hair".

Às vezes a gente precisa ficar ajoelhada balançando durante 5 ou 6 oitos. Às vezes a gente precisa ficar amontoada , com 40 graus de calor e de costas pra platéia. Às vezes a gente precisa ficar balançando num bolo, na mesma cadência se preparando para que alguém se atire em cima das nossas costas e com esse alguém ali continuar balançando. Às vezes a gente precisa subir na mesa, sapatear, fazer careta, dançar e mostrar a bunda. Às vezes a gente precisa fingir que morre e fingir que ressucita. Às vezes a gente precisa tirar a roupa e deixar que o branco tome conta da gente. Às vezes a gente precisa desesperadamente que alguém nos aplauda. Às vezes a gente precisa apontar pra alguém e dizer "Aplaude!" pra então todo mundo entender.

Às vezes a gente precisa ensaiar o Hair!



terça-feira, janeiro 06, 2009

HÃ??


Tô pensando... Não parece, mas eu penso... Tá confuso... Mas eu penso...

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Confusões, saudades e diversões


Geralmente, nos dias que se seguem ao ano novo, a gente nunca sabe quando está. Ficamos falando "no ano que vem...", mas já estamos no ano que vem. Ou lembramos "nesse ano...", mas esse ano já é o ano passado.

Essa semana, por exemplo, foi uma confusão. Tivemos segunda, terça, quarta, domingo, sábado, sábado e domingo. Como poderia ser normal se começamos a semana num ano e terminamos no outro?

No meio dessa confusão, eu estava numa cidade quase deserta, mas com as companhias certas. Tão certas que mal percebi essa quase desertificação. Últimas horas de 2008 com quem se gosta da família. Primeiras horas de 2009 com quem se escolhe. Escolhi bem: risadas, uma certa dose de tensão, projetos, piadas porcas e carinhos.

A quantidade de risadas que se pode dar numa mesa do Cachorrão, na sala de casa, no celular e na frente do computador é algo quase incontável. E o nível dos assuntos quase censurável. E a quantidade de vezes que cito o nome de pessoas que estão longe nesses dias também é absurda. Já tô com saudade e olha que passo boa parte do ano com elas. Algumas são espertas, parecem ficar longe só pra eu perceber que sinto falta.

Mas tudo isso acaba. É nessa segunda que o ano realmente começa. Pra minha sorte a diversão continua. Lamento gente, mas meu ano só começa mesmo em março.

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Então...


Não foi por querer postar duas imagens seguidas uma da outra. A pintura do Salvador Dali eu escolhi porque queria falar sobre viagens e sentimentos estranhos e surpreendentes que arrebatam a gente, mas quando vi aquela imagem achei que não precisava de palavra nenhuma.
Hoje encontrei essa figura. Não sei de quem é apesar de estar escrito no site que eu tirei, mas adorei. Também não sei explicar porque gostei tanto. Gosto de pessoas ruivas. Gostei do peixe voando lá atrás. Gostei do olhar da menina. E além disso, tenho um vestido igual, só que azul marinho.
É bom ficar olhando, tanto pra essa imagem quanto para a do Salvador Dali. Cada vez que a gente olha, consegue enxergar uma coisa diferente. Como se não estivesse ali antes. Quanta coisa a gente tem que olhar mais de uma vez pra poder perceber que está ali? Será que a gente não deixa alguma coisa escapar nessa brincadeira do olhar?
Abram os olhos, não deixem as coisas escapar. Olhem várias vezes, até cansar e percebam tudo que está lá e que merece atenção. Pode ser arrebatador.
VERMELHO: Aspectos favoráveis: o vermelho, sugere motivação, atividade e vontade. Ele atrai vida nova e pontos de partida inéditos. O vermelho está associado ao calor e à excitação, com a iniciativa e a disposição para agir, com o espírito de pioneirismo que nos eleva. Persistência, força física, estímulo e poder são seus traços típicos. Afetuosidade e perdão são duas belas qualidades dessa cor, assim como a prosperidade e a gratidão. Amor físico e paixão carnal são sinônimos do vermelho.

Aspectos desfavoráveis: indecência e grosseria, falta de polidez e certa obstinação podem começar a aparecer aqui. Crueldade física, brutalidade e perigo tornam-se mais evidentes. A intensidade e força intrínsecas do vermelho, podem transformar-se em raiva e fúria belicosa, ou se expressam sob a forma de brutalidade, crueldade, rancor ou revolta.

Efeitos físicos do vermelho: o vermelho é uma cor quente, com natureza extrovertida. Essa cor estimula a vitalidade e energia em todo o organismo vivo e, quando houver indolência, estimula a atividade. O vermelho faz a adrenalina circular, ajuda a circulação sangüínea dentro do corpo e promove a produção de hemoglobina para os glóbulos vermelhos novos. Essa cor aumenta a pressão sanguínea, promove o aquecimento do corpo e estimula o sistema nervoso, motivo pelo qual pode ser usada com tanta eficácia para tratar de vários tipos de dormência e paralisia. Anemia, resfriados e pneumonia são outras doenças que podem ser melhoradas pelo vermelho.

O vermelho traz vigor às funções físicas e atenua a inércia, a melancolia, a tristeza, a depressão e a letargia. Essa cor transfere a energia necessária à reconstrução e à fortificação do corpo. Ela é particularmente útil para as fases de esgotamento ou baixa resistência. Atua como tônico e pode abortar os primeiros sinais de um resfriado. Nos casos de resfriado, um método prático de introduzir a energia do vermelho é usando meias ou luvas vermelhas e uma camiseta ou cachecol da mesma cor.O vermelho não é recomendável para o tratamento de febres, hipertensão, ou quaisquer condições inflamatórias, como inchações, feridas abertas, queimaduras ou contusões