quarta-feira, julho 30, 2008

Na estrada


De volta a um percurso que conheço desde os sete anos, nem foi tão difícil chegar ao nosso destino. Li, dormi, comi, fiz xixi, escutei música, ri, fiz xixi de novo e assim fui indo até chegar em Santos. Numa parada estratégica em Joinville, ficamos no mesmo hotel de sempre. Maravilhoso como sempre, mas desta vez tinha meu super laptop pra conversar com queridos. Em Santos beijos, abraços e "como tá linda com esse cabelo" pra todos os lados. Três anos que não venho. Três anos!!! Mas agora estamos todos aqui e ainda tem gente pra chegar. Como disse pra muitos amigos, juntando duas pessoas da família Mendes já se tem uma festa. Imagina com quase 20!! No fim de semana chegam os divertidos e então sairemos para nos divertir na noite. Festa dupla, com pessoas divertidas em dobro. Essas já são minhas férias de inverno preferidas.

domingo, julho 27, 2008

Fim de semana é bem legal!!!


Pra não fugir da rotina de uma cidade provinciana, sábado tive o questionável prazer de visitar a São Leopoldo Fest com a Michele e a Carol 3 (e um amigo dela). Apesar da ótima companhia, a festinha continua cada vez mais sem graça e menos alemã. Aliás, São Leopoldo não deveria se intitular o berço da colonização alemã, mas sim o túmulo dela. Daqui a pouco até a "Bandinha do Vovô" vai tocar funk e sertanejo.

De noite, eu e a Tati fomos perigosamente lindas na Factory. Além de um encontro relâmpago com a Pri, foi tanta dança que quase não consegui chegar até o carro. Salto até às 4h30 ninguém merece, por mais divertido que estivesse...

Domingo é dia de depressão? Nãããããããããão. É dia de bater papo com as amigas mais fofas que podem existir. Entre filosofia, papo de mulherzinha e fofocas, tomamos chimarrão, refri e comemos bolo de chocolate. Essas da foto são as amigas que me surgiram num momento triste, mas que só me trazem alegrias. Vocês são tudo (Carol 3, Carol 2 e Angela)

quinta-feira, julho 24, 2008

Por favor, salvem a professorinha!


Já contei essa história pra tanta gente que nem sei mais se vai ser algo engraçado, mas fiquei com vontade de registra-la aqui. Algumas semanas atrás fiz a primeira avaliação do trimestre com os meus segundos anos. Assunto: romances românticos, Joaquim Manuel de Macedo e José de Alencar.

Como sempre, não sou das mais exigentes. Tudo o que pergunto na prova, é repitido, sublinhado e ressaltado nas aulas. E algumas das questões servem para os alunos tirarem pelo menos um pontinho. Em uma das turmas fui obrigada a ler o seguinte:

Pergunta: Liste qualquer informação sobre o romance "A Moreninha":
Resposta. "A Moreninha" conta a história de uma adolescente de 15 anos, loira de olhos azuis...

Pergunta: Liste qualquer informação sobre o romance "Iracema":
Resposta: Iracema era uma americana que se casou com um índio chamado Manuel.

Eu já estava morta de orgulho da criatividade dos meus alunos, quando um menino de uma outra turma resolveu tirar uma dúvida antes do teste com a seguinte pergunta:

"Sora, me explica uma coisa que eu não entendi. O José de Alencar nasceu no Ceará, né? Mas quem era tuberculoso? O Ceará ou o José de Alencar?"

Estou até agora tentando entender a lógica da pergunta, mas não consigo.

quarta-feira, julho 23, 2008

Eu e a Ale

Eu e a Ale nos conhecemos a um bom tempo e somos aquele tipo de amiga que tá ali quando precisa, mas não grudadas como deveríamos. A Ale é uma pessoa fácil de se gostar, porque além de ser uma queridona ainda é linda, inteligente, divertida e humilde. Super competente em tudo que faz, ela nos faz chorar de tanto rir quando se ataca nos ensaios e nas apresentações. Descobrimos durante uma janta do ballet que sabemos fazer a mesma careta, pro mesmo lado e ficamos horríveis do mesmo jeito. Em uma semana já tiramos milhares de fotos com essa careta que vocês têm o (des)prazer de ver na foto abaixo.


Ontem à noite nos encontramos no MSN e percebemos que somos as duas únicas pessoas de férias, por isso marcamos um shopping pra hoje de tarde. Pra mim foi ótimo, porque andava quase triste por não ter companhia pras tardes de folga. Pois bem, hoje de tarde nos encontramos no shopping e logo depois do “oi” tivemos o seguinte diálogo:

Ale- Vou assistir o Bolshoi.
Carol- Ah! Que legal! Quando?
Ale- Hoje às 19h. (já era 17h)
Carol- Ah, se eu soubesse eu iria contigo. Tu já tem ingresso?
Ale- Não, vou ver se tem quando chegar lá.
Carol- Então eu vou contigo.
Fomos matar tempo no café, enquanto tentávamos ligar para o Teatro do SESI pra conseguir algum tipo de informação. Não conseguimos falar com ninguém e às 19h fomos rumo a Porto Alegre. Na freeway pegamos um leve engarrafamento e como não sabíamos qual era a entrada para o teatro, paramos no acostamento e pedimos informação para um carro de socorro que estava por ali. Estávamos no caminho certo! Um tempinho depois chegamos emocionadas e fomos direto para a bilheteria. Lá chegando, descobrimos que o casal da nossa frente tinha comprado os dois últimos ingressos. Tristes decidimos ficar com cara de coitadas do lado do caixa pra ver se alguém vendia ingresso pra gente. Percebendo que a chantagem emocional não adiantaria, fiz o modesto cartazinho que vocês podem ver logo a seguir e saímos com o caderninho na mão e um sorriso no rosto.

Uma senhorinha nos parou e deu a seguinte explicação: “A Tereza tem um ingresso sobrando porque a Rejane não veio. Só que a Tereza acabou de ir no banheiro”. Nem nos preocupamos em saber quem era a Tereza, a Rejane ou o banheiro, já queríamos sair correndo atrás dela. Nisso outra moça chegou dizendo que tinha um ingresso pra vender também. Quando estávamos tentando decidir o que faríamos com a Tereza, um senhor se aproximou com dois ingressos na mão. Perguntei quanto era e ele disse que estava nos dando os ingressos. Nós insistimos, mas ele realmente nos DEU dois ingressos para a TERCEIRA FILA DA PLATÉIA ALTA.
Final da história: assistimos o ballet Dom Quixote dançado pelo Bolshoi de Joinville num dos melhores lugares do teatro e gastamos R$8,00 (o preço do estacionamento).
Uma ótima noite, não?


quarta-feira, julho 23, 2008

?


Hand In My Pocket
Alanis Morissette

I'm broke but I'm happy

I'm poor but I'm kind

I'm short but I'm healthy, yeah

I'm high but I'm grounded

I'm sane but I'm overwhelmed

I'm lost but I'm hopeful baby



An' what it all comes down to

Is that everything's gonna be fine fine fine

'Cause I've got one hand in my pocket

And the other one is giving a high five



I feel drunk but I'm sober

I'm young and I'm underpaid

I'm tired but I'm working, yeah

I care but I'm restless

I'm here but I'm really gone

I'm wrong and I'm sorry baby



An' What it all comes down to

Is that everything's gonna be quite alright

'Cause I've got one hand in my pocket

And the other is flicking a cigarette

And what is all comes down to

Is that I haven't got it all figured out just yet

'Cause I've got one hand in my pocket

And the other one is giving the peace sign



I'm free but I'm focused

I'm green but I'm wise

I'm hard but I'm friendly baby

I'm sad but I'm laughing

I'm brave but I'm chicken shit

I'm sick but I'm pretty baby



And what it all boils down to

Is that no one's really got it figured out just yet

I've got one hand in my pocket

And the other one is playing the piano

What it all comes down to my friends

Is that everything's just fine fine fine

'Cause I've got one hand in my pocket

And the other one is hailing a taxi cab...

domingo, julho 20, 2008

Aos 27 anos,,,


Aos 27 anos escrever é uma terapia com o pior psicólogo que pode existir: minha consciência. Tanto tempo sem escrever demonstra o medo de ter que olhar pra dentro de mim mesma e de admitir sentimentos, saudades, mágoas e alegrias que me atropelaram nos últimos meses. Ler meu último texto traz, talvez, mais vergonha do que saudades, mas, felizmente, mais lembranças boas do que ruins. Quantas mudanças, quantas descobertas, quantas novidades, quantas coisas pra melhor. Sempre achei que mudar pra melhor só traria prazeres e felicidades, mas no meu caso foi um pouco mais difícil. Na verdade, foi muito dolorido e cada vez que essa dor tenta voltar, eu viro pro outro lado e pergunto “O que tem lá na frente?”. Não sei o que tem lá na frente. Espero que sejam mais coisas boas. Mais elogios, mais realizações, mais conquistas, mais amor próprio e mais felicidade.

Aos 27 anos tenho a impressão de não ter marcado ninguém e de não ter mais espaço em mim de tantas marcas que os outros deixaram. Tenho cada vez mais medo de passar em branco, de não ser importante na vida de ninguém. Um pouco cansada de dar importância pra pessoas erradas. Cansada de dedicar e não receber dedicação. Por outro lado, percebo que minha vida me cercou de amigos, os melhores tipos que existem. Que pegam o ônibus às 21h pra segurar minha mão, que acordam pra atender o celular pra ouvir perguntas que não têm respostas e mesmo assim tentar encontra-las, que ligam do Japão pro meu celular só pra saber se eu estou bem (e acabam descobrindo que eu fantasiada de espanhola no meio da rua).

Aos 27 anos me vejo de um jeito que nunca imaginei e que, às vezes, não me agrada. Mas seria muito injusto não admitir que minha vida é muito boa e que as pequenas tristezas são tão pequenas que elas quase passam desapercebidas. Geralmente elas são soterradas pelo carinho dos amigos citados a cima, pelas gargalhadas dos meus alunos e pelo amor da minha família. E, no fim das contas, não é mais ou menos isso que todo mundo quer?

Aos 27 anos volto a ter coragem de fazer minha “auto-terapia”. Aproveito o momento e o espaço pra agradecer tudo e todos que tenho.

Aos 27 anos tenho a impressão de recomeço e, por mais estranho que possa parecer, me sinto feliz com isso. Acho que ainda dá tempo.

Aos 27 anos descubro que, realmente, sou muito feliz.