sábado, abril 23, 2011

Ângela Solteira Desmaiada



Essas duas semanas que passaram foram marcadas por uma enorme carência de Ângela. Contei tantas histórias nossas pra tanta gente que é capaz do pessoal achar que me comportando quase como uma viúva.


Eu não sei quando fiquei amiga da Ângela, quando eu vi já era necessária na minha vida como se uma amiga de infância fosse. Mas eu acho que é porque é muito fácil gostar dela. Com um coração puro e bondoso e um sorriso pronto, ela faz a gente ter vontade de ser alguém melhor.



Não lembro mesmo como nossa amizade começou. Aliás, a última coisa que lembro é que eu era a única chorando no aeroporto quando ela viajou. Como assim não ter mais a Ângela pra caminhar pela Rua Grande, dar conselhos, correr pelada ou libertar os escravos?



Isso foi em janeiro, mas parece que faz 3 anos. Não conheceu meu apartamento, não ficou do Moçambas, não vai estar nos meus 30 anos, nem me levou mais no Baile da Linguiça em Walachai. Ai ai, que falta!! Falta que é sempre uma presença e, por isso, não importa nem onde nem quando, a Ângela sempre é lembrada.



Lá de longe, ela sempre arruma tempo pra mim. Com um pouco menos de frequência batemos papos, falamos de tudo e de todos e desenvolvemos monólogos estranhos quando o MSN não colabora. Fico de "menina de recados" entre ela e a mãe e isso é ótimo. Assim fico batendo papo com a mãe dela e juntas matamos as saudades daquela maluca.



Será que um ano e nove meses ainda demoram pra passar?

quinta-feira, abril 21, 2011

Nem lê!



"Assim, de repente, não mais que de repente me revoltei. Rebelde feito adolescente".


Escrevi isso no meu facebook e agora eu nem me lembro o porquê. O fato é que achei fofo quem sem querer "de repente" e "adolescente" fizeram um sonzinho bom e cheguei a pensar em tentar continuar uma pequena poesia, mas não épra tanto.



Percebi o tempo que não paro pra escrever alguma coisa.



O mundo anda me dando muitos assuntos: violência nas escolas, atropelamentos, desgraças naturais, abandonos de crianças. Ah! Mas sério?! Não aguento a ideia de parecer pseudointelctual, além disso, só de pensar nessas coisas fico tão revoltada que minhas ideias parecem que não vão caber no papel.


Viro pra dentro de mim e também não tem muita coisa: alunos, provas, preparações de aula, amigos e reaparições. Nada que eu ache que deva ser escrito, pelo menos não agora. Mas eu comecei a sentir tana vontade de escrever que minhas mãos começaram a doer.



A duas noites atrás minhas mãos doeram tanto que eu achei que elas estavam parindo um par de textos gêmeos (como quando se tem uma dor de cabeça antes de conseguir ter uma ideia pra resolver um problema). Mas meus textos gêmeos não sairam. Só esse aqui, coitado! Sem começo, nem fim e muito menos assunto.

segunda-feira, abril 11, 2011

Pra onde eu sempre olho


"Não é da luz do sol que carecemos. Milenarmente a grande estrela iluminou a terra e, afinal, nós pouco aprendemos a ver. O mundo necessita ser visto sob outra luz: a luz do luar, essa claridade que cai com respeito e delicadeza. Só o luar revela o lado feminino dos seres. Só a lua revela intimidade da nossa morada terrestre."


(Contos do nascer da Terra, Mia Couto)

segunda-feira, abril 04, 2011

Carol 2 - a magrinha


Meu curso de inglês não me rendeu apenas conhecimento e um emprego novo, mas também três amizades inesquecíveis: Ângela, Eric e Carol 2 (numerada assim porque éramos três Caróis). Hoje é dia da Carol e, por isso, esse texto vai pra ela.


Somos duas Carolinas totalmente opostas. Tudo que ela tem de chique e discreta, eu tenho de bagaceira e escandalosa e, apesar dessas diferenças, ela gosta de mim (ou gostava). Carolzinha (ou a Magrinha, como diz a minha mãe) é uma lady e merece tudo de muito maravilhoso no mundo. Não só hoje porque é aniversário dela, mas todos os dias da vida dela.


Desculpa por faltar na tua festa hoje. Entre pessoas, família, janta, apartamento e falta de carro meu domingo passou voando e eu faltei contigo. Espero que tu me perdoe. Te desejo toda felicidade do mundo.

domingo, abril 03, 2011

Volta às aulas

Fiquei de dezembro até dia 27 de fevereiro dormindo até meio dia. Durante as férias pude fazer o que mais gosto: viver durante a noite e dormir durante a manhã. Além dessa grande liberdade cronológico, tive a sorte de ter as grandes amigas que tenho. Risadas, conversas, fofoquinhas e animação não faltaram. Por tudo isso, quando meu último fim de semana de férias chegou, me deu um "demi" desespero. Como não ter mais tempo para happy hour, festas no meio da semana e agradáveis caminhadas pelo centro?! Como acordar às 6h30, trabalhar três turnos até às 22h30? Como trabalhar todos os sábados de manhã? Lamentei profundamente o fim dos meus quase três meses de férias (vantagem de ser prof.). Durante todo o último fim de semana de férias lamentei por ter que acordar cedo. Lamentei até... ...até chegar ás 7h30 e ir pro pátio do colégio e verbo lotado de adolescente. O frio da barriga aparecia no fundo dos olhos deles e a animação escorria de todos os sorrisos abertos. Daí eu lembrei da loucura que era o primeiro dia de aula: colegas novos, cadernos limpinhos, saudade dos amigos. Enfim, tudo muito maravilhoso. Lembrando de tudo isso e vendo aquela galera toda tão animadona, não tive nem coragem de ter sono ou me sentir desanimada. Acreditem, a melhor concretização da palavra animação é pátio lotado no primeiro dia de aula. É a melhor maneira de receber energias positivas. (texto escrito em 01 de março)