sábado, janeiro 29, 2011

TODOS le, ninguém COMENTAM.




Quando eu e "as amigas do homem aranha" nos reunimos, um leque absurdo de assuntos é trabalhado. Queremos saber do trabalho umas das outras; como andam os corações em reconstrução, os vazios e os preenchidos; falamos mal de algumas pessoas; debatemos sobre a paz mundial, a fase da lua e a qualidade duvidosa de um comercial da TV. Esses momentos são tão maravilhosos e engraçados, que, às vezes, acho que deveríamos receber um salário e passar o dia só fazendo isso. Nosso QI, o grau de futilidade, o bom gosto das piadas e a bestialidade não é avaliado por ninguém, até porque só temos as elegantíssimas cadelas de estimação Maria do Socorro e Boo como testemunhas. Acredito que muitos grupos de amigos se reúnam e fazem como a gente: passam horas conversando sobre nada e tudo ao mesmo tempo (vejam "Seinfeld").

A natureza humana nos faz correr desesperados ao encontro de um grupo no qual nos encaixamos e é ela também que nos leva a falar mal de todos os outros. É possível testemunhar esse fenômeno no live do http://www.tedouumdado.com.br/ dessa noite do dia 28. Clara e Alesie (costume do twitter) são abençoadas em poder curtir um bate-papo gostosérrimo e divertidíssimo com seus amigos, falando sobre nada e tudo ao mesmo tempo e ainda são pagas pra isso. Quer dizer... is this the real life? Junto delas aparecem pessoas que acham ridículo o que elas falam, mas continuam lendo só pra poder xingar.

Conhecem o tipo? São aqueles que nunca vem novela, mas "estavam trocando de canal e acabam dando uma olhadinha". Aqueles que odeiam funk e pagode, mas sabem as músicas de cor "porque a letra gruda fácil porque é muito ruim". São aqueles que fazem campanha para os outros lerem livros, só porque twitam frases de escritores famosos e se acham intelectuais por isso (como se o google não estivesse aí pra isso). São aqueles que vão reivindicar na frente da casa do cara que jogou a filha pela janela, mas não lembram em quem votaram pra deputado na última eleição e não protestam contra os políticos, porque "não vai dar nada".

A essas pessoas: a internet é um mar sem fim de possibilidades. Joguem qualquer coisa no google e não fiquem atacando de maneira baixa quem tem a sorte de ser pago pra fazer humor de qualidade e sem falsos pudores.

A Clara e Alesie: sei que vocês são ótimas e bem resolvidas e não precisam do incentivo de uma Carol qualquer, mas continuem porque vocês arrasam muito. Corajosas, vocês não tem só a Patarina como público.

Eu e minhas amigas torcemos um dia ganhar para conversarmos e nos divertimos umas com as outras. Eu e minha amiga Pri (as duas mais fãs) sempre dizemos "Elas TINHAM que ser nossas amigas". Enquanto isso... TODAS conversa, TODAS ri, TODAS trabalha e MUITOS inveja.

sábado, janeiro 22, 2011

Assuntos (in)adequados


Poucos dias atrás, percebi que sou muito boa em participar de conversas que não combinam em nada com a ocasião em que me encontro. Sempre lembro de uma que aconteceu quando eu tinha uns 14 anos, mas no último fim de semana consegui adicionar mais duas para a minha lista.

Com 14 anos, estávamos eu e algumas das minhas melhores amigas (entre elas a Michele) na festa de 15 anos de uma colega do colégio. Não sei como começou nem por que, mas enquanto a menina dançava a valsa, nós discutíamos como duas lésbicas faziam sexo. Cogitávamos dedos e línguas, enquanto a menina apagava velas e reunia rosas em um lindo buquê. Pré-adolescentes dos anos 90 já eram bem perversas.

Semana passada fui na formatura de uma amiga. Claro que o único convidado gay sentou na minha mesa e claro que eu levei dois minutos pra ficar amiga dele. As pessoas dançavam "Macarena" e "Um morto muito louco", nós dois falávamos sobre o que leva uma pessoa a tentar suicídio. Quando estávamos discutindo que muitos só querem chamar atenção e blá, blá, blá, a formanda nos pegou na tampinha e nos arrastou para a pista de dança.

E para terminar a saga... Eu, Michele e Tati fomos no shopping, comer um Big Mac, esperando começar o Big Brother. Daí começamos a falar sobre as enchentes no Rio de Janeiro, a desigualdade social, a má distribuição de renda e os programas assistênciais do governo.

Quer dizer...


sábado, janeiro 15, 2011

Dúvida




"Se você me enganar um vez a culpa será sua, mas se você me enganar duas vezes a culpa será minha".


E se alguém nos engana o tempo todo, de quem é a culpa?