domingo, outubro 28, 2012

Apenas mais uma de amor - Lulu Santos


Eu gosto tanto de você

Que até prefiro esconde

Deixo assim ficar
Subentendido
Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer
Eu acho tão bonito isso
De ser abstrato baby
A beleza é mesmo tão fugaz
É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer
Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer
Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber
Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido
Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer
Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer
Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
E eu vou sobreviver...
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa sabe
r

sexta-feira, outubro 19, 2012

Tarde no café


Em algumas tardes eu tenho o raro prazer de ter folga entre uma aula e outra. Geralmente, saio do Yázigi dizendo “Vou lá fingir que eu tenho vida” e vou pro café tomar um suco e comer uma torta.
Na maioria das vezes eu consigo me concentrar bastante e acabo preparando alguma aula, estudando pra faculdade ou lendo o livro da vez. Hoje não consegui fazer isso, porque numa das mesas perto de mim tinha uma mulher, provavelmente da mesma idade que eu, tendo um ataque histérico no celular a plenos pulmões.

O celular dela não parou de tocar nunca e a cada ligação o volume da voz dela ficava cada vez mais alto. No momento que eu desisti de prestar atenção no meu texto da cadeira EAD, ela estava falando com a mãe e dizendo “Vocês nunca acham nada aí. Vai pro inferno. Vou desligar porque fulano tá me ligando”. Ela atendeu a chamada do fulano dizendo “Oi meu anjo, fala meu querido”. Meeel deeeels, será que eu faço isso também? Será que eu fico praguejando contra as pessoas e logo depois sou falsa com outras? E isso aos berros no meio de um café lotado?

Daí fiquei muito tentada a ouvir as outras mesas. Do meu lado duas mulheres conversavam sobre o caso que a amiga da filha de uma delas tinha com uma menina paulistana. O casal tem 17 anos e a paulistana veio sozinha pro sul, se hospedou num hotel e as duas ficaram se encontrando às escondidas da família da gaúcha. Até que um dia, a mãe da gaúcha seguiu ela até o hotel e pegou as duas na cama. Puxa!!!! Que coisa pra se saber no meio da tarde. Essa conversa deveria ser censurada pelo horário.

Um pouco depois chegou um rapaz bem jovem. Tirou o computador da pasta, conectou a internet e o celular tocou. Começou a falar em inglês com alguém e explicou que não estava no escritório porque o carro tava lavando, mas que em duas horas ele voltaria e poderia dar a resposta que pessoa precisava. Depois ele ligou três vezes pra três pessoas diferentes pra descobrir os valores que uma pessoa poderia gastar durante uma viagem de negócios. Putz, gente!! Três pessoas e nenhuma soube responder? Que empresa é essa?!

Eu já ia finalizar esse texto, mas não posso deixar de falar de mim mesma. Ultimamente minha vida parece com aquelas novelas mexicanas cujos títulos começam com “Maria...” Será que alguém, alguma vez já prestou atenção nas minhas conversas aqui no café? Se sim, essa pessoa deve ter quase certeza que eu me chamo Carolina Rafaela e que minha vida é um dramalhão.

Pra que “Avenida Brasil”, gente? As melhores novelas podem estar na mesa ao lado no café. 

terça-feira, outubro 09, 2012

Manuel Bandeira

ARTE DE AMAR

Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus - ou fora do mundo.

As almas são incomunicáveis.

Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.

Porque os corpos se entendem, mas as almas não.