quarta-feira, novembro 26, 2008

Ballet Sinos




terça-feira, novembro 25, 2008

Danilo Gentili fala com a Carol Sá Mendes

Colaborem com essa campanha.


Gente, faz mais de dois meses que tento me comunicar com o Danilo Gentili. Só faltou tentar via sinal de fumaça porque recorri a todos os outros meios. Por isso, num momento extremo de desespero, frustração e coração partido peço a vocês para colaborarem com a campanha "Danilo Gentili fala com a Carol Sá Mendes.

Vocês são criativos, me ajudem. Mandem e-mails, comentem no blog dele ou de qualquer outro CQC, coloquem essa campanha no blog de vocês. Por favor!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!






Ajudem um pobre coração ignorado.

sábado, novembro 22, 2008

Prioridades

Todos temos prioridades nessa vida. É através delas que conseguimos organizar nossos objetivos e alcançá-los. Às vezes, nossas prioridades podem entrar em conflito com as de outras pessoas, mas acredito que, como tantos outros, são obstáculos que temos que vencer.
Faltando cinco semanas para acabar o ano letivo surgem, repentinamente, novas prioridades para os professores estaduais. Como se não bastassem essas prioridades irem ao sentido contrário das dos alunos e pais, dentro da nossa própria categoria existem desencontros. Mas nossos problemas não são simples problemas de discordâncias entre colegas, nossos problemas são históricos.
O Brasil ficou 308 anos sem a circulação de um jornal, porque Portugal proibiu a impressão de qualquer material de leitura. Leitura, notícias, poesias, romances poriam em risco a dominação portuguesa. O Brasil ficou 308 anos sem UMA escola que fosse, porque para Portugal não era interessante ter uma população letrada em uma colônia tão grande e rica.
Obviamente, as coisas mudaram muito desde que a família real portuguesa mudou-se para cá. Mas, infelizmente, a prioridade de nossas autoridades continua sendo qualquer coisa menos a educação do povo, porque para os governantes não é interessante ter uma população letrada em um país onde a corrupção corre solta.
Primeiro que magistério é uma profissão típica feminina. As mulheres com seu senso maternal cuidavam não só de seus filhos, mas também dos filhos dos outros. Desde o início de nossa carreira, fomos encarados mais como babás do que como educadores. Daí o carinhoso apelido de “tia” que as crianças usavam para chamar as profs. Talvez por causa disso o salário sempre foi mais pra menos do que pra mais: mulheres tem os maridos para sustentar a casa.
Eis que a sociedade evolui, as pessoas evoluem, a educação evolui e o salário continua mais pra menos do que pra mais. Homens e mulheres continuam tentando educar os filhos dos outros. Nos dias de hoje essa função está mais gritante do que nunca. Incontáveis vezes ouvi de pais ou mães “Vocês que dêem um jeito nele, porque eu já desisti!”. Os pais desistem dos filhos, nós não. Nós não desistimos porque somos professores. Optamos em ser professores, apesar de toda a falta de respeito em relação a profissão, porque acreditamos que todos tem potencial para uma vida melhor. Porque acreditamos que só com conhecimento e cultura é que podemos alcançar um futuro digno.
Mas como convencer nossos alunos que a educação é o caminho, quando eles nos olham e perguntam: “Pra que que eu vou estudar? O presidente nunca estudou e é presidente?”. Realmente, eu falo três línguas, sou formada na faculdade e preciso ter cinco empregos para somar R$ 1.000 no fim do mês. Como podemos disputar a atenção dos alunos com a internet, os MP3, os celulares, os jogos de computador se, às vezes, não temos nem mesmo uma máquina de xerox para fazer cópia de um simples texto para leitura? O problema não se resume ao nosso baixo salário. O problema é a total falta de recursos para que nossas aulas se tornem mais atraentes do que a televisão, o computador e o traficante.
Por que o professor não pode ganhar mais? Porque corremos o risco de ficarmos motivados, de querermos nos atualizar em cursos de especializações, porque poderemos comprar livros e abrir nossas mentes e, conseqüentemente, abrir as mentes de nossos alunos.
Enquanto a prioridade do aluno for ir pro colégio só pra fazer amizades, enquanto a prioridade dos pais for mandar os filhos para o colégio para eles não ficarem incomodando em casa, enquanto a prioridade do governo for roubar e não lutar para construir um país desenvolvido, enquanto a prioridade de alguns professores for ir pra praia em janeiro, nossos movimentos nunca farão efeito. Enquanto a população brasileira não admitir a importância da existência de um professor e perceber as dificuldades que ele enfrenta para poder exercer sua profissão, nossos movimentos nunca farão efeito.
Pergunte para um professor quantas vezes ele foi chamado de “bicha”, “mal comida”, “vagabundo” ou “mal-humorada” pelos alunos. Pergunte para um professor quantas brigas ele teve que separar, quantas facas ou revolveres ele recolheu dos alunos, quantos pneus foram furados. Pergunte para um professor quantas vezes ele teve que ouvir uma menina de 14 anos contando que estava grávida e não sabia o que fazer, quantas vezes ele teve que ir ao banheiro e levantar um aluno do meio do vômito porque bebeu escondido na hora do recreio, quantas vezes ele ouviu um aluno falando que os pais o batem ou o violentam sexualmente.
Nunca pagarão um salário que valerá a pena ouvir todas essas histórias sem poder resolvê-las. Só somos professores, porque amamos nossos alunos e, para muitos, somos os únicos que os amam.

sábado, novembro 15, 2008

Há 10 anos...



Em 98 dormi pela primeira vez fora de casa, na Alemanha. Com outras nove pessoas fui me aventurar, aos 16 anos, Alemanha a fora. Chegamos num colégio onde todos falavam francês, menos nós e, consequentemente, ficamos um tanto quanto isolados. Mas não durou muito. Conhecemos uma pessoa muito especial e ele fez com que todos aceitassem nossa falta de francês: José, o portugês (como já diria Monique).

Sem o José não teríamos nos divertido tanto, sem o José não teríamos conehcido outras pessoas, sem o José eu não teria percebido a importância de se estudar vários idiomas, sem o José, talvez, hoje eu não falaria três línguas. Depois de um mês de uma amizade instantânea, voltamos cada um pra sua casa, seu país e lembro muito bem que quando o avião desceu em São Paulo eu disse para Monique "Nunca mais nós vamos ver aquelas pessoas".

Mas com 17 anos eu não sabia que pessoas especiais, que mudam tanto a vida da gente, não somem tão fácil. Agora, 10 anos depois, voltei a ver meu querido amigo português. Vindo a trabalho, um homem inteligente e lindo, José chega em Porto Alegre e nos abraçamos como se tivéssemos nos visto um dia antes. Conversamos histericamente das 16h30 à meia noite e quase não conseguimos colocar as novidades em dia.

Meu amigo ainda arrumou um tempo e prestigiou o espetáculo de dança do Grupo Olindo Dança. Como se não bastasse meus alunos dançarem tão bem e fazerem todo o meu esforço valer a pena em apenas 20 minutos, meu querido amigo José me encheu de elogios e a admiração que eu tinha por ele aos 17 anos de idade, voltou pra mim. Dessa vez foi ele quem disse que admira meu esforço e dedicação aos meus alunos e admira o talento e esforço dos meus alunos.

Todos nós poderemos viver 20 milhões de anos e nunca encontraremos um homem como o José. Sorte a minha ser tua amiga.

José, tu és uma pessoa maravilhoooooooooooosa

domingo, novembro 09, 2008

Por onde começar?


O "Quarteto Fantástico" atacou o Il Brasco ontem. Como sempre, na companhia daqueles três, a noite foi muito divertida. Ao som da Vide Bula, dançamos, pagamos mico (pra variar), rimos e arrasamos. Diferente do último sábado, acordei feliz, com sono, mas feliz. Saí me achando linda, sem vergonha de ter deixado a modéstia em casa. Sabe-se lá o que acontece na cabeça e no coração de uma mulher, mas sei que os meus estão melhores.

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Dia 07 de novembro finalmente chegou e eu troquei meu aparelho de celular. Não tinha o rosa tão sonhado, mas fiquei com o branco lindo de morrer. Cheio de super tecnologias, mal consigo achar o silencioso, mas daqui a uns três anos eu aprendo tudo. Mentira! Já consegui até instalar os programinhas pra baixar coisas dele pro meu computador (nem precisei da ajuda do Eduardo!).

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Hoje passei momentos maravilhosos com minha melhor, maior, mais amada e idolatrada amiga Michele. Acho que ela foi pra casa com dor de cabeça de tanto que eu falei. Saudades dela. Como ela e o namorado são parceiros, irão me dar uma força no espetáculo do meu grupo de dança e gritar "Toca Raul". Chica, vou listar aí embaixo os blogs que te falei. Não perde!



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Não sei se mais alguém além de mim perdeu preciosos minutos assistindo o programa do Didi hoje, mas eles deram uma lição de como manter e alimentar o estereótipo e o preconceito que, por algum mistério da humanidade, ainda circunda o mundo do ballet clássico. Tive o desprazer de assistir um quadro em que dois palhaços homens (não estou xingando, eram palhaços mesmo) estavam vestidos com roupas feminas de ballet, dançando um pas de deux. Enquanto isso os dois ex-trapalhões que não tem graça nenhuma assistiam fingindo encantamento pelos malabarismos dos caras, sendo que o Dedé estava vestido com um tutu rosa. Acho maravilhoso colocar coisas relacionadas ao ballet clássico na TV, já está em tempo desse gênero ganhar um pouco mais de popularidade, mas também já está em tempo de ganhar mais respeito. Dos bailarinos ganharem mais respeito. A título de informação homens não usam saias nem meia-calças para dançar ballet. Turma do Didi, informações corretas para a população, por favor!!!!

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Sábado de ensaio com meu amado grupo de dança. Última coreografia terminada. Figurinos prontos e lindos. Lembrando que o II Festival de Dança do Olindo Flores acontecerá dia 14 de novembro, sexta-feira, na Associação do Bairro Itapema às 20h 30. Ingressos antecipados R$ 3,00, na hora R$ 4,00. Não percam, POR FAVOR!!!!



quarta-feira, novembro 05, 2008

Coisas Legais

- Terça fui visitar a ULBRA com meus alunos do terceiro ano. Conhecemos o laboratório de anatomia e, pela primeira vez, vi dois corpos mortos. Pra mim pareciam dois pedaços gigantes de torresmo. Algo realmente impressionante. Nós não somos nada nesse mundo. Visitamos tb o museu dos carros e eu me apaixonei por um cadilac rosa, nooooooooooossa, pela primeira vez achei carro bonito. Os carros antigos é que são bonitos.

- Hoje de tarde fui visitar a feira do livro com meus alunos. Comprei, comprei, comprei. Comprar livros não é pecado, não vou pro inferno. Finalmente achei material moderno e atualizado para meus alunos de alemão. Comprei mais dois livros de história da literatura e voltei com vontade de ser rica e comprar um livro de cada que existe por lá. Eu amo a feira do livro!!!!

- Começo hoje a campanha "Compareçam no espetáculo do meu grupo de dança". A apresentação será no dia 14 de novembro (sexta) às 20h30 na Associação do Bairro Itapema. O ingresso custa R$ 3,00 antecipado e R$ 4,00 na hora. Além do "Toca Raul", temos a apresentação de dois grupos convidados: Ballet Sinos e Orpheu. Não faltem, POR FAVOR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

- Nesse findi tudo será diferente. Ensaios e festas. Nada de choro nem bobagens. Eu prometo.

segunda-feira, novembro 03, 2008

Fuds


Lutando contra "Ne me quitte pas" e me apegando a "Non, je ne regrette rien", passei o pior fim de semana da minha vida. Duas músicas tão diferentes dançando dentro da minha cabeça, enquanto meu coração não sabia o que fazer. Meu coração anda sem saber o que fazer. Quando o corpo para, o cérebro continua, viaja a quilômetros de distância e vai pra lugares cada vez mais dolorosos.

A vida continua boa, os amigos continuam ótimos, o trabalho continua prazeroso, o ballet continua divertido, eu continuo feliz, mas... putz, falta. Falta pra dividir, falta pra rir, falta pra apoiar, falta pra amar. Na verdade falta deixar de amar. E isso que é fuds.

Alguém sabe quanto tempo isso demora? Não sei mais o que fazer com isso e não tem ninguém que possa me ajudar. Ao contrário do que dizem, o tempo só tá piorando, mas eu sei que é ele que vai ajudar mesmo.

O coração deveria ser mais rápido, ter BR Turbo como o cérebro. Esse já entendeu tudo direitinho, sabe que tá tudo certo assim. Mas o coração... bendito coração discado!!! Ele não entende que ele não pode e não consegue amar sozinho.
Muita falta mesmo, gente. Aquela que dói na alma, no coração, no corpo, tudo.