segunda-feira, janeiro 28, 2008

Minha Pasárgada


Vou-me embora pra Pasárgada
Lá eu sou a rainha
Lá eu quero um único loiro
Na cama que já é minha
Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
E minha vida é de tal modo diferente
Que nos longos dias quentes
Não fico inerte na cama
Mas passo o dia fazendo o que amo:
Imaginando minhas tramas

E como farei ginástica
E andarei de esteira
Mas não montarei em burro brabo
Nem subirei em pau-de-sebo
Burros brabos são perigosos
E paus-de-sebo escorregadios
Me contentarei com algumas aulas de ballet
E quando estiver cansada
Deito no colo do meu amor
Enquanto meus queridos pais
Contam histórias constrangedoras da minha infância
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
“Lost” a semana toda
Menstruação sem TPM
Livros e DVD’s de graça
Um teatro e um palco perfeitos
Amigas que não enlouquecem
E passagens de avião à vontade
Para a gente viajar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite eu deitar e chorar
Como ontem
- Lá eu sou a rainha –
Terei o loiro que eu quero
Na cama que já é minha
Vou-me embora pra Pasárgada


p.s: Espero que Manuel Bandeira me perdoe e não venha puxar meu pé de noite.

terça-feira, janeiro 22, 2008

Sim, eu olho. E daí?


Há oito anos o mês de janeiro traz o programa mais sem utilidade da face daTerra: o Big Bródi. Até março, a população brasileira se divide: os que gostam, os que odeiam e os que dizem "eu tava trocando de canal e dei uma olhadinha".

Eu faço parte dos que gostam. Sim, eu gosto e não nego. Olho, dou risada, choro, fico brava, voto e converso com o Bial. Não sei explicar o porquê, talvez porque acho divertido, porque só tem bobagens e conflitos típicos da adolescência, sei lá.

Aquela galera que odeia tem um fortíssimo argumento de que todos dentro da casa estão representando um papel, que nada é natural. Agora eu pergunto: essas pessoas não olham filmes e novelas? Nos filmes e novelas todos interpretam um papel e nada é natural. Qual o problema, então?

Especialmente hoje me obriguei a entrar no site do BBB e votei dez vezes para o Rafinha sair. Ninguém merece ficar sem um homem bonito na casa. Rafael é loiro e usa óculos, ele TEM que ficar!!!!

p.s: esse texto foi uma homenagem à minha amiga Priscila. Sim, ela também olha. E daí?

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Greve


No fim do ano letivo foi discutido em um dos meus colégios a idéia de greve para 2008. Professores conhecidos por não aderir à greve se disseram dispostos a participar. Como sempre, discutimos também porque as greves não funcionam, porque a sociedade não nos apóia e a resposta é muito óbvia: isso tudo acontece porque a greve prejudica os alunos.

Agora eu coloco uma questão importante: os roteiristas de Hollywood não pensaram em quem eles prejudicariam com essa greve? Eles pararam, e agora como uma engrenagem velha, as coisas estão parando aos poucos. Não me refiro nem ao Globo de Ouro, grande coisa o Globo de Ouro, eu nem ganho prêmio nenhum mesmo.

Eu me refiro a coisas mais sérias e importantes. Como fica a galera que assiste "Heros"? A segunda temporada terminou no décimo primeiro episódio! E os que são fãs de "Família da pesada"? O desenho simplesmente parou. E aquilo que precede o apocalipse: voltaremos a ver "Lost"?! Alguns episódios da quarta temporada já foram filmados, mas serão suficientes? Teremos a felicidade de rever todos os flashbacks e flashforwards necessários para saciar nossas dúvidas?

Companheiros grevistas!! Pensem em nós, pensem em vocês!! Vocês não querem saber o que é a fumaça negra ou quem é o Jacob? Apóio vocês, lutem pelos seus direitos, mas não mexam no meu "Lost".

p.s: meu próximo passo é perder um dedo e depois da presidência.

domingo, janeiro 06, 2008

Mania

Às vezes me impressiono com a quantidade de manias que as pessoas podem acumular. Posso falar disso, porque sempre tive muitas delas: dormir de um determinado jeito, volume no número par. Mas não é desse tipo de mania que eu quero falar, é um muito pior.

Quero falar não das manias que temos em relação às coisas, mas sim as que temos em relação às pessoas. A pouco tempo percebi que essas são as mais feias que existem e as que mais demoram para tratar (é difícil reconhecer nossos defeitos e tentar corrigi-los).
Tem gente que tem mania de saber tudo. Reconhece qualquer sintoma de qualquer doença. Lê o autor mais intelectual. Fala qualquer língua perfeitamente. Só ela sabe fazer seu trabalho com perfeição.

Outras pessoas tem a mania de se achar o centro do mundo. Se acham as mais piadistas. Os mais populares. O centro das atenções e que tudo e todos vivem para ajudar ou atrapalhar suas vidas. Como se as pessoas perdessem tempo de suas vidas para bolar planos infalíveis contra ou a favor deles.

E ainda aquelas que tem mania de ser a maior vítima da face da Terra. Elas sempre trabalham mais do que todo mundo. Sofrem mais do que todos. Passam por mais dificuldades do que qualquer população subdesenvolvida da África.

A minha mania é de me senitr culpada. Sempre acho que não ajudo, que não dou força, que não estou disponível suficiente. Espero que eu tenha só essa ou, pelo menos, espero ter maturidade de assumir e mudar as outras que aparecerem.
Não falei de outras manias: mania de inveja, mania de ingratidão, mania de mentira. Mas essas talvez sejam as mais feias das feias e, como diria Copélia, "prefiro não comentar".

Aproveitem essa bobagem de começo de ano e pensem se vocês têm alguma dessas manias. Se tiverem, por favor, façam um auto tratamento SINCERO e comecem a ter mania de amar, de dizer a verdade, de falar para os outros o quanto gosta deles, de fazer o bem, de ajudar a quem precisa, de agradecer a quem te ajudou...

Eu aqui tô tentando.

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Entre grupos musculares e anos 80


Alguém tem idéia de quantos grupos musculares nós temos? Eu não faço a mínima, mas sei que eles são capazes de doer todos ao mesmo tempo.

Vinte anos de ballet não me prepararam para pular em cima de uma mini cama elástica durante uma hora (por sinal a mais longa da minha vida). Terminei a primeira (e talvez a última) aula de aerojump com os pulmões implorando por oxigênio, o rosto quase pingando sangue de tão vermelho e uma leve dor no joelho esquerdo. Decidi me concentrar em outras duas aulas que, acredito, combinam um pouco mais com a minha resistência física e com a dor no joelho.

Quando volto para casa, pra curtir todas as dores, fico "no aguardo" de um DVD que comprei pela internet. Desde então conto os dias para que ele chegue e, depois de mais ou menos 15 anos, eu possa rever "Quando as metralhadoras cospem". Levanta a mão quem nunca viu esse filme na Sessão da Tarde!

Procurei durante muito tempo em todas as locadoras possíveis. Minha mãe tinha chegado à conclusão de que esse filme tinha sido uma alucinação da minha infância, mas agora ele está a caminho.

Enquanto o DVD não chega, eu curto meus grupos musculares assistindo a primeira temporada de "O elo perdido". É muito engraçado ver aqueles efeitos especiais super toscos e lembrar como eu morria de medo dos Sleestacks e do tiranosauro chamado Zangado.

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Festival


Lotei meu blog sobre minhas meninas, patrocínios, apoios, figurinos, etc e quando tudo passa, simplesmente sumo. Não, não sou louca, o evento não foi um fiasco e eu não desisti de contar o resultado. Só precisei de um tempo de desentupimento cerebral para contar o fim de ano do grupo Olindo Dança.

- Pessoas
Nunca se sabe quantas pessoas realmente gostam de ti e torcem por ti até tu organizar um festival de dança. Já agradeci, abracei, beijei e jurei amor eterno a todos, por isso apenas citarei seus nomes: pai, mãe, Alex, Letícia, Tainá, Nega, Michele, Pri, Volnei, Samara, Jéssica Hunjas, Rafael, Wanda e todas as vítimas que ajudaram a carregar o palco.

- Estrutura
Foi meia boca, mas foi um arraso. O palco tinha alguns degraus, poucos buracos e não tínhamos blackout, mas e daí? Tínhamos linólio, cochias, uma luz razoável e um som ótimo. Vendemos bastante ingressos e o diretor do colégio vendeu todas as bebidas do bar. Os figurinos ficaram perfeitos e conseguimos homenagear a todos que mereciam.

- Meninas
Arrasaram! Lindas, sorridentes, ensaiadas e orgulhosas. Encheram meu coração de felicidade. A cada coreografia algo ou alguém me surpreendia. Não sabia que elas podiam ir tão bem.

- Orgulho
Foi a palavra da noite e para o meu grupo de meninas foi a palavra do ano.