segunda-feira, dezembro 29, 2008

Surreal

domingo, dezembro 28, 2008

Desgraçospectiva 2008


Assistindo a retrospectiva de 2008 descobri uma palavra que resume o ano: desgraça. Naturais ou não, coletivas ou não, financeiras ou não. Até nas Olimpíadas, um dos poucos pontos positivos, focaram as desgraças.

Enchentes, terremotos, ciclones extra tropicais, crise financeira. Esses foram os males coletivos. Filicídios, infanticídios, corrupções, falhas humanas, perdas de varas. Males individuais. No entanto, a loucura é tanta que nada é na verdade individual. Será que cada um de nós não somos um pouco culpados? Será que cada um de nós não está envolvido de alguma forma com desgraças de 2008?
Estamos num mundo que os pesos e as medidas mudam a cada segundo. Como pode um ladrão preocupar-se mais com o menino encontrado no banco de trás do carro roubado do que os próprios pais da criança? Por que as pessoas que foram protestar na fente do prédio dos Nardoni não vão protestar nas ruas contra nossos políticos? Como o fim de um namoro de adolescentes acaba em sequestro e morte em rede nacional no horário nobre e a menina morta quase uma santa?

Ninguém percebeu que nenhuma cura foi descoberta? Que ninguém se destacou por tentar REALMENTE fazer a diferença? Acho que estamos nos contentando com muito pouco. Eu mesma disse "Quanta desgraça! Ainda bem que eu tenho a minha vida". Mas não são coisas separadas e a minha vida aconteceu (bem ou mal) no meio da desgraça de 2008.

Talvez numa análise menos rasa, possamos dizer que 2008 foi o ano da aprendizagem. Afinal de contas, temos que ter aprendido alguma coisa com todas essas desgraças. Espero que tenhamos aprendido o valor da amizade, do companheirismo, da solidariedade, do cuidado com o próximo, da família, da consciência leve e limpa, da honestidade e, principalmente, da vida.

Lembrando: vida é cada coisinha que acontece a nossa volta. Do barulho do vento, a sentir-se com o coração lotado de felicidade (apesar das desgraças).

terça-feira, dezembro 23, 2008

Eu me rendo


Por mais que eu não goste, não tem como não falar sobre o ano de 2008 já que ele está acabando.


Acho que um dos meus primeiros posts foi reclamando do ano. Se não me engano comentei que ele seria enorme, pois os feriados cairiam em sábados e domingos. Por algum motivo inexplicável eu não simpatizei com 2008 desde o primeiro dia.
Realmente, não foi fácil. Levei uma mega rasteira da vida que, por algum tempo, me deixou tonta. Trabalhei feito louca e cheguei a ter uma demi estafa. Tentei resgatar algumas coisas, mas me parece que elas não quiseram ser resgatadas (o que foi uma pena!). Machuquei meu pé antes do ballet e passei por momentos de angústia achando que, pela primeira vez em 20 anos, não poderia dançar.

Mas em nenhum momento eu imaginei que o fim do ano me deixaria tanta saudade. As coisas mais maravilhosas aconteceram comigo. Amigos surgiram de onde nunca imaginei. Amigos do tipo de verdade que fazem festa, escutam, choram e aconselham. Fiz festa e me diverti como a muito tempo não fazia. As amizades verdadeiras se consolidaram não importando se estavam em outro bairro, em outra cidade, em outro estado ou nas aulas de sábado de amanhã. Conheci pessoas que gostam das mesmas coisas que eu e com elas poderia conversar durante horas. Aprendi que as coisas boas podem melhorar, depende da companhia. E aprendi que nada nem ninguém é insubstituível.

E o mais importante, percebi que sou feliz, amada, inteligente e mulher. Eu deveria ter sido mais simpática com 2008.






sexta-feira, dezembro 19, 2008

Atípico


Esse fim de ano está bem diferente. Como uma não adoradora de natal e ano novo, estou bem feliz em ter que trabalhar até o dia 2. Em dias tediosos e quase depressivos como 26 e 2, estarei na escola, fechando notas e registrando aulas.

Talvez esse fim de ano resuma meu ano inteiro: trabalho. Trabalhei muito. Em cinco lugares diferentes. Em 2008 não enriqueci (obviamente, todos os meus empregos são de professora), mas também não tive tédio nenhum. Encher a cabeça com poetas, classes gramaticais e declinações ajudam o tempo a passar e a colocar os pensamentos no lugar.

Outra coisa diferente é que acabei de limpar meu quarto (para surpresa total da minha mãe). Nada de colocar coisas velhas fora pra começar o ano renovada. Limpei mesmo e quase consegui aterrar os fundos da minha casa de tanta sujeira que tinha no chão. Agora tá tudo arrumadinho sem nenhuma pilha de livros no chão, nem trabalhos corrigidos em cima do DVD, nem provas por corrigir do lado da cama.

O negócio agora é parar e pensar nos dois discursos que tenho que escrever para as formaturas dos meus terceiros anos. Tenho o prazer de ter sido escolhida paraninfa nas duas escolas e agora tenho que merecer o título. Pensar em alguma coisa que vá ser lembrada sempre por eles, que vá inspirar, animar e confortar quando eles precisarem.

Também tenho que comprar presentes. Presentes pra todo mundo que eu amo. Nunca deixei pra comprar tão tarde e não me sinto muito inspirada, mas adoro dar presentes e farei um esforço pra ser original. Mais legal em dar presentes é a cara do presenteado quando acertamos. Esse é o presente que gosto de ganhar.






terça-feira, dezembro 16, 2008

Bloqueio


Não consigo pensar em nada para escrever no meu blog, além do próprio problema de não conseguir pensar em nada. Assuntos não me faltam: colégio, férias, festas, beijos e suspiros, natal , ano novo, amizades, presentes. Mas não quero falar de nada disso.

No colégio só mais um fim de ano típico: alunos correndo atrás de professores para tentar os pontos que deixaram escapar durante o ano todo, muitas provas pra corrigir, aulas pra recuperar e prazos pra cumprir.

Férias cada vez mais distantes. Aparentemente trabalharei janeiro e fevereiro.

Festas cada vez melhores, com companhias melhores, em lugares melhores e mais divertidas.

Beijos e suspiros que povoam minha vida a alguns dias.

Natal e ano novo que eu odeio. Espero que eles passem mais rápido do que o ano de 2008.

Meus amigos estão cada vez com mais novidades e, se não fosse indiscreto, escreveria todas as coisas sobre eles. São de outro mundo.

De presentes eu gosto. Tô louca pra encher todo mundo de presentes.

Resumidamente, não tenho nada de útil pra falar. Mesmo que tivesse, nas últimas semanas minha cabeça não pára, não concentra, não constrói raciocínios lógicos. Mas assim vou indo até fechar as notas, entregar os presentes, virar o ano. Com a esperança de que eu tenha férias, beijos e suspiros, festas e amigos iguaizinhos a este ano.


quarta-feira, dezembro 10, 2008

Sexta-feira conheci uma pessoa que disse que sou um ponto de interrogação. Não paro de pensar nisso desde então. Logo eu um ponto de interrogação? Acho que as coisas em mim transparecem de um jeito mais claro do que a minha pele.

Olheiras, mostrando que gosto de dormir tarde. Olhos inchados quando choro. Olhar perdido quando sinto falta de uma coisa que, às vezes, eu nem sei o que é. Rosto vermelho quando fico com vergonha ou braba. Beicinho quando estou contrariada. Risada escandalosa quando acho graça em alguma coisa. Dançar quando estou com os sentimentos a flor da pele. Meus textos quando não consigo expressar de outro jeito o que eu sinto.

Falei sobre isso com a Pri e ela concordou. Disse que pros amigos não, mas para os desconhecidos sou sim um ponto de interrogação pelo simples fato de ser diferente.

Talvez eu seja um ponto de interrogação por causa de todas as dúvidas que carrego comigo. Será que sou diferente? Quando era adolescente eu era diferente porque eu não fumava nem bebia. Hoje sou diferente porque não tenho orkut? Pros meus alunos sou uma professora diferente, porque eles conseguem rir durante a aula de literatura. Mas será que eu faço a diferença pra eles? Quando eu tinha quatro anos, sentia coisas diferentes: escutando Beatles na eletrola da minha mãe, suspirei e disse pra ela "Mãe, tô com uma depremissão!". Será que um dia vai ser diferente e eu vou saber do que eu sinto saudade?

Quando a pessoa disse que sou um ponto de interrogação, minha resposta foi: "Não, eu sou um ponto de exclamação". Só o ponto de exclamação explicaria toda a hiperbole na qual eu me resumo.

Mas acho que descobri que sou os dois: pra vocês sou um ponto de exclamação; pra mim mesma, interrogação.

domingo, dezembro 07, 2008

Festa a Fantasia

Sabe fim de semana bom? Pois é, um fim de semana mais do que bom!!!!!



Entenderem bem? Muito bom!!!!!!!!!!!!!!!

domingo, dezembro 07, 2008

Crise financeira


Vocês viram o preço do ingresso pro jogo do São Paulo contra o Goiás? Entre R$100,00 e R$200,00. Ahã, tá bom então! E estavam praticamente esgotados ontem. Ahhhh, essa crise hein? Todo mundo anda economizando muito.

Na semana anterior ao meu espetáculo de dança, convidei muitas pessoas pra verem a apresentação. Quando eu dizia que o ingresso custava R$12,00, todo mundo ficava surpreso: "R$12,00? Não dá pra dar um desconto?".

Esse é o Brasil. Pra ver um jogo de futebol a galera nem pensa em gastar R$100,00 ou R$200,00, mas pra ver ballet, teatro ou uma exposição pedem desconto.