domingo, abril 26, 2009

Carta aberta


Pri!

Sei que tu perdeu teu tempo procurando aqueles desenhos que, realmente, diziam muito sobre mim. Fez isso ainda durante teu horário de trabalho só pra agradar a amiga anciosa que queria uma cara nova pro blog velho. Mas, desculpa amiga, não era mais aquilo.

Eu ainda deito de barriga pra baixo na frente do computador, eu ainda danço, leio e olho pras estrelas, mas não era mais aquilo. Assim como não é mais a frase sobre Síndrome de Peter Pan que descreve o meu perfil. Mas sei que tu não vai ficar chateada, na verdade, tu foi a primeira a perceber isso: "Carol, tô achando que este layout que eu acabei de fazer pra ti não combina mais contigo. Dinda que deu presentes sem saber que o afilhado cresceu. Não cabe mais".

Não sei se combina, se tem algum significado, se parece comigo, mas eu amei muito. Tinha que ser esse. Talvez porque já não me sinto mais só verde como naquele texto que escrevi. Hoje sei que aos poucos fico colorida. Queria que minhas cores aparecessem também no meu blog. Ainda não conquistei todas elas, mas dei um super passo pra isso. Um passo tão grande, Pri, que nunca imaginei ter perna pra isso. Mas tem cores que estimulam tanto que, como diria a Angela, a gente se joga até das Cataratas do Niágara.

Então é isso, Pri. Muito obrigada pela ajuda, mas, pelo menos por enquanto, essa é a nossa cara (minha e do meu blog). Muito obrigada a Simo, que deu suporte técnico pra que essa mudança acontecesse (a do blog, deixando claro, risos).

quarta-feira, abril 22, 2009

Dando uma espiadinha...


Todo mundo quer ser visto, mas ninguém quer ser invadido. Se Gil Vicente escrevesse seu auto hoje em dia, talvez essa seria uma das lições ditadas por Belzebu. Nos tempos de BBB, dos blog, do orkut, do twitter e do you tube todo mundo expõe sua vida, mas se alguém fizer isso por nós, ai ai ai, ofensa na certa.

Álbuns, recados, comunidades, depoimentos e aquela competição discreta pra ver quem tem mais amigos. O orkut é febre e alucinação. Canso de ouvir as pessoas reclamando do vício, de quem viu foto pra fofocar, de quem entrou no perfil pra mexericar, mas não deletam o orkut de jeito nenhum. Desde que deletei o meu me sinto mais livre e menos psicótica.

O twitter eu mal sei o que é. Só sei que muita gente tem e que eu nem quero descobrir. Me apego fácil a essas coisas e não quero ser escrava de mais um meio de comunicação.

No you tube todo mundo se diverte. Anônimos ficam famosos e lançam bordões adotados mundo a fora. Is this the real life? Não, não é. Quando a vida real aparece no you tube é um bafão. É briga de aluno, é adolescente dando pro namorado, é bbb fazendo sexo oral no ex marido... Com isso todo mundo se ofende, mas é muito fácil gente! É só não olhar.

E os blogs? Minha fraqueza. Leio muitos e sempre tô procurando por novos. Sustendo o meu, a duras penas, com meu singelo ímpeto pela escrita, mas percebi que ter um blog não é muito diferente de ter um álbum no orkut. Quem lê meu blog sabe da minha vida. Tudo que escuto, vejo, sinto e aprendo vai formando uma bolinha dentro de mim até crescer e sair no formato de um texto. Do meu caderninho para a internet. É, me exponho bastante por aqui.

Conversando e pensando nisso, parei. Parei de escrever no instinto e resolvi pensar primeiro. Assim, fiquei esse tempo todo sem "produzir" (pronto, tô me achando. Acho que produzo agora). E pensando, não escrevo nada. Minha vontade é escrever só sobre nossas conversas, o teu cheiro, o meu sorriso e a tua inteligência. Só que isso só interessa a mim. Só que do blog eu não consigo me livrar. Meu problema é que eu não sei ser ficcional, o que vocês leem é o que acontece comigo. Tento disfarçar, mas duvido que vocês não entendam.

Nos últimos dias muitos blogs que acompanho ficaram parados. Não sei o porquê, mas me alivia. Talvez eu não seja a única a perceber a correnteza da exposição e, como um salmão, esteja tentando seguir o caminho contrário. Amigos me contaram que deletaram seus orkuts, pra mim esse é "um grande passo para humanidade".