quinta-feira, abril 26, 2007

Meu coração


quinta-feira, abril 26, 2007

Nervos


terça-feira, abril 24, 2007

Saudade


Existem pessoas que dizem que essa é a palavra mais bonita da língua portuguesa. RIDÍCULAS!! Elas nunca sentiram saudade de verdade. No momento, pra mim é a palavra mais asquerosa, dolorosa e deprimente da face da terra. Nunca imaginei que saudade doesse tanto. Tanto que já tá doendo fisicamente. Parece que meu coração pesa 500kg, meu peito tá tão pesado que eu mal consigo suportar o fato de ficar em pé. Queria descorrer sobre o assunto, criar frases de efeito e elaborar metáforas maravilhosas, mas não sai nada. Só dor.

sábado, abril 21, 2007

Então...


Sem muita coisa pra falar, mas com muita vontade de escrever. Talvez no meio desse texto eu tenha alguma boa idéia (modestamente, hoje já tive duas), mas não garanto nada.


Ninguém merece um feriado no sábado!! Perdi minha aulinha de inglês e o prazer de passar algumas horas com meu teacher que é apenas o máximo. Eu e a Bibi perdemos a chance de fazer alguma coisa interessante, apesar de que a gente deu um jeitinho.


Ao contrário do que imaginei, o dia passou rápido (o que foi um grande alívio). Acho que o fato de eu ter acordado ao 12h 15min ajudou bastante. Tenho problemas com o fim de semana. Sempre tenho coisas pra fazer, mas nunca vontade de faze-las. E no domingo, o tédio surge irremediavelmente.


Esse domingo vai ser diferente. Um grupo de dez alunos do Olindo virão aqui pra casa para trabalharmos no texto para o concurso de literatura. Queridos os meus alunos, né? Se prestarem a trabalhar em domingo. Mas eles são super demais. E espero que nós possamos chegar um pouco longe nesse concurso, eles merecem. Uma das minhas boas idéias foi a respeito do nosso texto. Acho que consegui um bom tema, se eles concordarem, é claro.


Agora de noite tive o prazer da companhia da minha mega amiga Bibi. Jantamos, fizemos os temas de inglês e olhamos "Deu a louca na chapéuzinho". Já viram? É muito engraçado. E aí aparece a segunda (e última) boa idéia. Tô trabalhando narrativa com uma turma de alunos e vou começar a falar dos tipos de narradores. Esse filme vai ilustrar perfeitamente a idéia de narrador em primeira pessoa.


Como perceberam, a boa idéia não apareceu, mas escrevi bastante. Era o que eu queria: escrever qualquer coisa.



quinta-feira, abril 19, 2007

Pessoas


Somos cercados por elas. Durante a vida inteira. Tanto que, às vezes, queremos que elas sumam. Outras, queremos que todas olhem só pra gente. E no meio de tantas, algumas se destacam, fazendo a diferença.


Geralmente as que fazem a diferença aparecem quando menos esperamos e mais precisamos. Aparecem com coisas pra dizer, conselhos pra dar, bobagens pra fazer rir ou só um carinho pra fazer. Tudo isso que têm a oferecer é bem-vindo, reconfortante e quase devolve uma sensação boa no nosso coração.


É bom saber que tenho pessoas dispostas a me escutar, a me dar conselhos e a me apoiar até nas besteiras que penso, penso em fazer e faço.

quarta-feira, abril 18, 2007

Como um astronauta


Há três dias eu me sinto assim, como um astronauta. Costumo dizer "como a gente aprende coisas nessa vida" e, nessa semana, eu estou aprendendo a andar sem gravidade. Um amigo me disse que só se sentiu assim sob efeito de substâncias duvidosas, mas, como sempre, eu tenho essas experiências naturalmente.


Andar sem gravidade, solta, sozinha, sem nenhum laço, nenhuma base, nenhum suporte. É estranho e doído, mas hoje sinto que necessário. Durante esses dias de caminhar lento e levemente saltitante, coloco e tiro coisas da cabeça, decido e "desdecido" várias coisas enquanto as certezas se tornam cada vez mais certas (tanto as boas quanto as más).


Espero que depois desse período, eu consiga voltar pra Terra com as dores diminuidas e as alegrias aumentadas. Não queria reaprender a viver sem o que amo.

segunda-feira, abril 16, 2007

Mal do Século


É o nome da minha época favorita dentro da literautra. O Mal do Século foi a segunda geração romântica de poesia, cujos poetas praticamente inspiraram os góticos. Poetas entre 16 e 21 anos, que passavam as noites em tavernas, que escreviam sobre os sentimentos mais impressionantes, que eram boêmios, que morreram jovens por não ver mais sentido na vida (tudo bem, essa parte é ruim).


Quando falo sobre eles com meus alunos me impolgo muito, digo até que se eu fosse viva na época teria casado com Alvares de Azevedo. Ele foi o que morreu mais velho, 21 anos, e com tão pouca experiência de vida, escreveu poesias que falam dos sentimentos mais escondidos que temos.


Em sala de aula, digo que sou uma poeta do mal do século no século errado. E que minha grande frustração é que nunca escrevi nada de tão profundo quanto eles... e, na comparação, já tô velha pra isso. Hoje procurando uns poemas pra fazer um trabalho pros meus alunos, entendi porque nunca consegui escrever nada do tipo: porque eles já fizeram isso por mim. O que eu diria em algumas situações específicas, eles já disseram no final do século XIX. A prova está aí embaixo...


Por que mentias?


Por que mentias leviana e bela?
Se minha face pálida sentias
Queimada pela febre, e minha vida
Tu vias desmaiar, por que mentias?
Acordei da ilusão, a sós morrendo
Sinto na mocidade as agonias.
Por tua causa desespero e morro...
Leviana sem dó, por que mentias?
Sabe Deus se te amei! Sabem as noites
Essa dor que alentei, que tu nutrias!
Sabe esse pobre coração que treme
Que a esperança perdeu por que mentias!
Vê minha palidez- a febre lenta
Esse fogo das pálpebras sombrias...
Pousa a mão no meu peito!
Eu morro! Eu morro!
Leviana sem dó, por que mentias?

domingo, abril 08, 2007

Tecnologia


Nesse feriado decidi que não iria fazer nada relacionado ao meu trabalho e me aventurei nas asas (ou ondas) da tecnologia. Claro que só consegui fazer algumas coisas graças ao suporte técnico de amigos como o Gustavo e a Clá, mas alguma coisa consegui fazer.


Primeiro eu tentei participar daquele negócio chamado Second Life. Eu até consegui baixar o arquivo, me cadastrar e tudo, mas parei por aí. Em algum momento apareceu uma janelinha perguntando alguma coisa sobre um tal de vídeo, e aí eu desisti e deixei pra lá.


Desde ontem de noite estou tentando dar meu grito de indenpendência no que diz respeito à gravação de CD's. Comecei TENTANDO baixar músicas, coisa que tá acontecendo só agora, quase um dia depois. Mas esse tá funcionando e acho que, até o mês que vem, eu já terei conseguido baixar UMA música.


Tb tentei, através de tooooooooodos os métodos imagináveis encontrar uma pessoa na net. Não consegui, mas não foi de tonta, foi pq eu não sei nem o sobrenome da pessoa. Daí não tem santo que ajude, né?


Descobri um site muuuuuuito legal de joguinhos e tô muito feliz pq agora eu jogo Super Mário quase todo dia. O problema é eu deixar de ser tonta e não ficar atirando o pobre do bonequinho despenhadeiro a baixo.


Vocês podem perceber que a maioria das coisas que tentei fazer nesse feriado são coisas que vocês devem fazer todo dia. Mas eu sou "um pouco" lerdinha e queria dividir minhas tentativas desastrosas de me aprofundar no mundo virtual. Não adianta, eu sou uma pessoa que nasceu no século errado. Não consigo me acostumar com essas tecnologias (já diria minha vó).

sexta-feira, abril 06, 2007

O prazer de acordar às 12h 30min


Como todos os anos, eu sou uma das poucas pessoas que não se importa em trabalhar na sexta. Por esse motivo, 2007 me presenteou com três turnos nesse dia. Toda sexta me esperam cinco períodos de manhã, três de tarde e quatro de noite, saindo de casa às 7h e voltando às 22h 15min. É um sonho realizado, afinal de contas, depois de trabalhar a semana inteira, no dia que eu estou mais cansada e com vontade de dormir, ganho de presente três turnos matadores.


Mas essa sexta foi especialmente maravilhosa. Estou eu dormindo e, de repente, abro meu olhinhos espontaneamente sem nenhum ruído de despertador ou vozes me chamando. Dou uma deliciosa espreguiçada, estico todos os músculos possíveis, respiro fundo e ligo o celular só pra ver que horas eu acordei. Pra minha total felicidade e prazer pessoal descubro que é meio dia e meia, repetindo, meio dia e meia.


A sensação é inexplicável!!! Um turno inteiro passei na cama, o segundo passarei sem fazer nada e o terceiro, espero eu, passarei sem fazer nada acompanhada do meu amor.


Esses são os três turnos que eu sempre quis pra minha vida.