quinta-feira, junho 14, 2007

Palavras


Em um conselho de classe, falei despreocupadamente sobre a turma que sou conselheira. Estava dizendo que, em princípio, eu não gostava da turma, que eles eram bagunceiros e tal. Daí um dia nos descobrimos queridos e passamos a nos dar muito bem. Tanto que agora, tenho muito orgulho de ser conselheira deles.


Mas o ponto dessa história foi a minha frase: "Um dia nos descobrimos queridos". Todas as pedagogas e psicopedagogas presentes quase morreram com ela. Anotaram, fizeram comentários e adotaram para o seu repertório de frases poéticas (!?).


Daí me obriguei a ficar pensando no que eu disse. Porque foi sem querer. Eu só quis dizer que descobri que meus alunos são queridos e que gosto deles e eles descobriram que eu sou querida e que gostam de mim.


Não sei se concordo com elas, acho que minha frase é muito simples, sem nenhuma pretensão de ser poética ou pedagógica. Mas esse momento de fama me levou a pensar em outras coisas.


Há quanto tempo não descubro que novas pessoas são queridas? Há quanto tempo não me descubro querida? Há quanto tempo descubro pessoas que eram queridas e deixaram de ser?


Acho que devemos dar mais chances para novas pessoas (e porque não para as velhas pessoas também?) mostrarem que são queridas e que podemos ser também. Devemos abrir nossos olhos e ver que amigos, ou apenas conhecidos que seja, nunca são de mais. Sempre podemos e devemos aumentar o número que pessoas no nosso coração.


Sejam queridos com alguém hoje.

2 coisas de vocês:

Priscila disse...

Pois pra mim tu é e sempre vai ser querida.

Anônimo disse...

Nossa, amiga!!!! Lindo texto!!! Quero que tu saibas que eu te considero muuuuito querida, e que tem vezes que o teu jeito querido comigo me mostra o quanto tu é ainda mais especial do que eu já considerava. Mas a idéia de aumentar o número de pessoas em nosso coração e de ser querida com alguém vale a pena e deve ser passada adiante. Eu pelo menos vou tentar. Beijoooooooooo, Chica.